EAP
EAP Turismo · Coleção Turismo com Método · 2026
Como Fazer um Excelente Plano de Turismo Municipal
1 / 31
Coleção Turismo com Método — 2026

Como Fazer um
Excelente Plano
de Turismo Municipal

Metodologia completa para gestores públicos e consultores transformarem o potencial turístico do município em desenvolvimento real e sustentável.

7 Capítulos 31 Slides Ferramentas Práticas Cases com Métricas Modelos Preenchíveis
Turismo em Números — Brasil 2024
8,1%
do PIB Nacional
MTur / IBGE 2024
7,5M
Empregos Diretos
CBO / MTur 2024

3.286
Municípios Turísticos
Mapa do Turismo 2024
R$20bi
Receita Cambial
Banco Central 2024

Diagnóstico Completo

INVTUR, SWOT e checklist de 20 itens para mapear seu território com precisão.

Ferramentas Práticas

Fichas de projeto preenchíveis, matriz de priorização e modelos de metas SMART.

Governança e COMTUR

Estrutura tripartite, papéis, reuniões e modelo de regimento interno simplificado.

KPIs e Monitoramento

12 indicadores com benchmarks, dashboard Google Looker Studio e ciclo de revisão.

Como usar este e-book: Cada capítulo combina conceito + ferramenta + exemplo prático com métricas reais. Use os modelos e checklists diretamente no seu processo de planejamento municipal. Clique em Apresentar para o modo 16:9 com navegação por teclado.

Conteúdo — 31 Slides
EAP Turismo Consultoria — Guia Estratégico 2026

Como Fazer um Excelente Plano de Turismo Municipal

Metodologia completa para gestores públicos e consultores transformarem o potencial turístico do município em desenvolvimento real e sustentável.

7 Capítulos 31 Slides Ferramentas Práticas Cases Reais
02
Índice

O que você vai aprender

01
Cap. 01
Por que o Município Precisa de um Plano?
02
Cap. 02
Diagnóstico: Conheça seu Território
03
Cap. 03
Vocação Turística: O que é Único?
04
Cap. 04
O Plano: Estrutura Passo a Passo
05
Cap. 05
Projetos Prioritários: Do Plano à Ação
06
Cap. 06
Governança e Participação Social
07
Cap. 07
Monitoramento, KPIs e Revisão do Plano
Como usar: Cada capítulo combina conceito + ferramenta + exemplo prático. Use os checklists e modelos diretamente no planejamento do seu município.
03
Introdução

O turismo é uma das maiores forças de desenvolvimento que um município pode mobilizar

No Brasil, o setor representa 8,1% do PIB nacional e gera 7,5 milhões de empregos diretos. Para municípios de pequeno e médio porte, planejar o turismo pode ser a diferença entre estagnação e desenvolvimento sustentável.

Dos 3.286 municípios do Mapa do Turismo, apenas uma fração possui plano estruturado e aprovado formalmente. O restante improvisa — e recursos públicos escassos são desperdiçados em ações sem estratégia.

"Planejar o turismo não é privilégio de grandes destinos. É necessidade de qualquer município que deseja transformar seus ativos em prosperidade real para sua população."
— EAP Turismo Consultoria
Este e-book é para: secretários e gestores municipais, consultores de prefeituras, empreendedores de hospitalidade e conselheiros do COMTUR.
8,1%
do PIB Brasileiro
Contribuição total 2024
7,5M
Empregos Diretos
CBO / MTur 2024
3.286
Municípios Turísticos
Mapa MTur 2024
R$20bi
Receita Cambial
Banco Central 2024

Sem plano × Com plano

Sem planejamento: recursos sem retorno mensurável, ações pontuais, alta sazonalidade.
Com planejamento: investimentos com impacto, fluxo perene, acesso a editais federais.
01
Capítulo 01

Por que o Município Precisa de um Plano de Turismo?

Entenda o impacto real do turismo planejado na geração de renda, emprego e desenvolvimento local — com dados e evidências concretas

Impacto econômico Dados nacionais 2024 Cases de referência Argumento para gestores
01
Capítulo 01

O Turismo em Números: Por que Vale Investir?

Por que o turismo é estratégico?

O turismo possui efeito multiplicador único: cada R$1,00 investido em infraestrutura gera em média R$3,20 em retorno econômico local, segundo o MTur. Destinos com menos de 20 mil habitantes como Lençóis-BA atraem visitantes de todo o país sem grandes barreiras de entrada.

Ciclo Virtuoso do Turismo Planejado

D
Diagnós-
tico
I
Infra-
estrutura
P
Pro-
moção
R
Geração
de Renda
+
Reinves-
timento
Atencão: O ciclo só funciona a partir do diagnóstico. Promover destinos não preparados gera reputação negativa difícil de reverter.
R$200bi+
Mercado Turístico BR
Receita total 2024
6,8M
Turistas Internacionais
Chegadas ao Brasil 2024
3,2x
Efeito Multiplicador
Retorno por R$1 investido em infraestrutura
01
Capítulo 01

Cases de Transformação: O que o Planejamento Faz na Prática

B
Bonito — MS Case Nacional

Nos anos 1990, Bonito era praticamente desconhecido. Com vouchers obrigatórios, capacidade de carga por atrativo e guias certificados, o município recebe hoje mais de 350 mil visitantes/ano. O Plano de Uso Público definiu quantos visitantes cada atrativo suporta — os operadores precisam respeitar. Resultado: turismo que se sustenta por décadas sem destruir o patrimônio que o gerou.

+500%
Visitantes em 15 anos
R$580M
Economia local/ano
100%
Guias locais certificados
G
Gramado — RS Referência Nacional

Gramado demonstra o poder da identidade turística construída intencionalmente. A cidade não possui praias nem monumentos históricos excepcionais — mas tem um plano de longo prazo que define padrões estéticos para construções, eventos sazonais programados (Natal Luz, Chocofest) e qualificação de serviços que garantem experiência consistente.

72%
Ocupação hoteleira média anual
6M+
Visitantes/ano
R$1,2bi
Impacto econômico anual
02
Capítulo 02

Diagnóstico: Conheça Profundamente o seu Território

Como aplicar o INVTUR, construir a SWOT municipal e usar o checklist de 20 itens para um diagnóstico completo e confiável

INVTUR / MTur Análise SWOT Checklist 20 itens Fontes de dados
02
Capítulo 02

Inventário Turístico — INVTUR: A Base de Tudo

O que é o INVTUR?

O Inventário da Oferta Turística do MTur é o instrumento oficial para catalogar e qualificar todos os bens e serviços turísticos do município. É o ponto de partida inegociável de qualquer plano sério. Sem inventário, o plano é baseado em percepção, não em realidade.

Como aplicar em 4 etapas

1
Equipe
e escopo
2
Coleta
em campo
3
Classifi-
cação
4
Análise
e relatório
Dica prática: Comece pelos 5 atrativos mais citados pelos moradores. Avance para o mapeamento completo nas semanas seguintes. Um inventário parcial já é melhor que nenhum.

Categorias do INVTUR

CategoriaExemplos
Atrativos NaturaisCachoeiras, trilhas, grutas, fauna
Atrativos CulturaisFestas, museus, centros históricos
InfraestruturaMeios de hospedagem, restaurantes, agências
Serviços de ApoioSaúde, segurança, sinalização, Wi-Fi

Ferramentas de dados disponíveis

+
INVTUR online — plataforma gratuita do MTur (sistemasinvtur.turismo.gov.br)
+
IBGE Cidades — dados socioeconômicos e infraestrutura municipal
+
Google Trends — interesse por busca do nome do município
+
TripAdvisor / Google Maps — avaliações e percepção do visitante
02
Capítulo 02

Matriz SWOT para o Diagnóstico Turístico Municipal

S Forças

  • Atrativos naturais únicos e preservados
  • Identidade cultural local forte
  • Gastronomia típica reconhecida
  • Comunidade receptiva ao visitante

W Fraquezas

  • Infraestrutura de acesso precária
  • Baixa qualificação de mão de obra
  • Serviços despadronizados
  • Falta de sinalização turística

O Oportunidades

  • Crescimento do turismo de experiência
  • Editais estaduais e federais disponíveis
  • Turismo de base comunitária em expansão
  • Demanda por destinos menos conhecidos

A Ameaças

  • Alta sazonalidade climática
  • Concorrência de destinos consolidados
  • Mudanças de gestão municipal a cada 4 anos
  • Degradação ambiental não controlada
"A SWOT do turismo deve ser construída com a comunidade — moradores, empresários e poder público. Uma SWOT feita só no gabinete reflete percepções, não realidade."
— Boa prática INVTUR / MTur

Como usar a SWOT no Plano

1
Forças → base para o posicionamento do destino
2
Fraquezas → projetos prioritários de qualificação
3
Oportunidades → captação de recursos e parcerias
4
Ameaças → estratégias de mitigação e contingência
Atualização: Revise a SWOT a cada ciclo de revisão do plano (mínimo anual). O contexto do turismo muda rapidamente.
02
Capítulo 02

Checklist Completo do Diagnóstico Municipal

Atrativos e Produto

OK
Inventário completo dos atrativos (INVTUR)
OK
Classificação por tipo e estado de conservação
Mapa georeferenciado dos atrativos
Definição da capacidade de carga
OK
Avaliação da experiência atual do visitante

Infraestrutura e Serviços

OK
Meios de hospedagem: quantidade e qualidade
OK
Restaurantes e gastronomia local catalogados
!
Qualidade das vias de acesso e sinalização
!
Conectividade e Wi-Fi nos pontos turísticos
Avaliação de serviços de saúde e segurança

Dados e Governança

!
Sistema de contagem de visitantes ativo
Pesquisa de perfil e satisfação do turista
OK
COMTUR criado e funcionando regularmente
!
Plano de turismo anterior avaliado
OK
Participação no Mapa do Turismo (MTur)
Legenda: OK = item concluído | ! = atenção necessária | vazio = item pendente. Use este checklist em reunião com a equipe para priorizar o que fazer primeiro.
03
Capítulo 03

Vocação Turística: O que torna o seu Município Único?

Como identificar a identidade genuína do destino e definir os segmentos turísticos com maior potencial de retorno

Identidade do destino Segmentação turística Posicionamento Mercado-alvo
03
Capítulo 03

Como Identificar a Vocação Turística Real do Município

O que é vocação turística?

Vocação turística não é o que a prefeitura quer vender — é o que o território genuinamente oferece com qualidade superior, autenticidade e potencial de diferenciação perante outros destinos. Ela emerge da combinação de atrativos + cultura + identidade local.

"Vender 'natureza e cultura' sem um posicionamento específico é invisível. Dizer 'turismo de aventura em serrado preservado para famílias' é um destino. A especificidade cria o mercado."
— Metodologia EAP Turismo

3 Perguntas para definir a vocação

1
O que o visitante busca e só encontra aqui?
2
Quais atrativos têm qualidade sustentável no longo prazo?
3
Qual segmento gera mais renda com menos impacto negativo?

Exemplos de posicionamento por vocação

VocaçãoPosicionamento
Natureza preservadaEcoturismo e aventura sustentável
Patrimônio históricoTurismo cultural e educativo
Gastronomia típicaExperiências gastronômicas autênticas
Artesanato localTurismo criativo e comunitário
Festas popularesTurismo de eventos e vivências
Foco gera resultado: Destinos que definem claramente sua vocação crescem 3x mais rápido que os que tentam agradar todos os perfis de turista simultaneamente.
03
Capítulo 03

Segmentos Turísticos: Onde Concentrar os Esforços?

E

Ecoturismo

Trilhas, cachoeiras, parques, observação de fauna/flora. Alto potencial em municípios com APAs e RPPNs. Perfil: adultos ativos, renda média-alta.

C

Cultural e Histórico

Sítios arqueológicos, centros históricos, festas religiosas, museus. Ideal para municípios com patrimônio tombado pelo IPHAN.

G

Gastronômico

Rotas de comida típica, mercados públicos, festivais culinários. Segmento em crescimento acelerado pós-pandemia.

R

Rural e Agroturismo

Fazendas, colheita participativa, produção artesanal. Gera renda para pequenos produtores e retém valor no território.

A

Aventura e Esporte

Rafting, rapel, mountain bike, escalada. Exige certificação de guias e equipamentos. Alta fidelização de público.

N

Negócios e Eventos

Congressos, feiras, retiros corporativos. Ocupa meios de hospedagem na baixa temporada — estratégico para reduzir sazonalidade.

Recomendação EAP: Escolha 1 segmento principal e 1 complementar. Diversificar demais antes de consolidar o primeiro segmento dilui recursos e compromete a identidade do destino.
04
Capítulo 04

O Plano: Estrutura, Metas e Horizonte Temporal

Como estruturar os 4 eixos estratégicos, definir metas SMART, OKRs e construir o horizonte temporal do plano

4 Eixos Estratégicos Metas SMART OKRs Cronograma
04
Capítulo 04

Os 4 Eixos Estratégicos do Plano de Turismo

1

Qualificação da Oferta

Melhoria dos atrativos, capacitação de guias e prestadores, padronização de serviços e sinalização turística.

InfraestruturaCapacitação
2

Promoção e Comunicação

Estratégia digital, redes sociais, materiais promocionais, presença em feiras e roteiros integrados regionais.

MarketingDigital
3

Governança e Gestão

Fortalecimento do COMTUR, parcerias público-privadas, captação de investimentos e mobilização de stakeholders.

COMTURPPP
4

Sustentabilidade

Controle de capacidade de carga, envolvimento comunitário, turismo de base local e preservação ambiental.

AmbientalSocial
Integração dos eixos: Os 4 eixos não são silos independentes — projetos eficazes geralmente combinam dois ou mais eixos. Ex.: um roteiro gastronômico envolve qualificação + promoção + governança.
04
Capítulo 04

Metas SMART e OKRs: Como Definir o que Quer Alcançar

O que é uma meta SMART?

Meta SMART é Específica, Mensurável, Atingível, Relevante e Temporal. É o antídoto para metas vagas que nunca são cumpridas.

Meta vaga: "Aumentar o turismo no município"
Meta SMART: "Aumentar o fluxo de visitantes em 25% até dezembro de 2026, medido pela contagem no Centro de Atendimento ao Turista"

Estrutura de OKR para o Plano

ObjetivoKey ResultPrazo
Aumentar fluxo turístico+25% visitantes/anoDez/26
Ocupação hoteleira >60%Jun/26
Qualificar a oferta80% guias certificadosAgo/26
Sinalização em 100% dos atrativosMar/26

Benchmarks de crescimento

Crescimento conservador10–15%/ano
Crescimento moderado20–30%/ano
Crescimento acelerado40–60%/ano
"Metas conservadoras para o 1º ano, moderadas para o 2º, e ambiciosas para o 3º. Construir confiança na execução antes de acelerar é a chave para um plano que dura."
— Boas práticas de planejamento turístico
Revisão anual obrigatória: Toda meta deve ser revisada no ciclo de monitoramento. Metas irreais desanimam as equipes; metas fáceis demais não geram resultados.
04
Capítulo 04

Horizonte Temporal: Plano de Curto, Médio e Longo Prazo

Ano 1
Fundação e Diagnóstico
OK
Concluir o INVTUR
OK
Aprovar o Plano no COMTUR
OK
Lançar 2–3 projetos prioritários
OK
Implementar sistema de contagem
OK
Capacitar guias e receptivos
Anos 2–3
Expansão e Qualificação
Ampliar a carteira de projetos
Lançar estratégia de promoção digital
Consolidar parcerias regionais
Implantar sinalização turística
Buscar certificações de qualidade
Anos 4–5
Consolidação e Escala
Avaliar impacto socioeconômico
Revisar e atualizar o plano
Candidatura a prêmios nacionais
Expandir para novos segmentos
Institucionalizar a política pública
Horizonte ideal: Planeje para 5 anos com metas anuais. O turismo não se transforma em uma gestão — requer continuidade. Por isso a política de turismo deve transcender o mandato.
04
Capítulo 04

Fluxograma do Processo de Elaboração do Plano

1
Decisão
Política
2
Equipe
Gestora
3
Diagnós-
tico
4
Voca-
ção
5
Metas e
Eixos
6
Projetos
Prioritários
7
Aprovação
COMTUR
8
Execução
e Monitor.

Etapas 1–2: Bases

Decisão do prefeito ou secretário, formação da equipe multissetorial e contratação de consultoria se necessário. Prazo estimado: 30 dias.

Etapas 3–5: Planejamento

Diagnóstico (INVTUR + SWOT), definição de vocação e segmentos, e elaboração das metas e eixos estratégicos. Prazo: 60–90 dias.

Etapas 6–8: Execução

Seleção e detalhamento dos projetos, aprovação formal no COMTUR e início da execução com monitoramento trimestral. Prazo: contínuo.

Tempo total para elaborar o plano: Entre 3 e 6 meses para um plano robusto, com consultas públicas. Um plano feito em menos de 30 dias raramente tem qualidade e legitimidade suficiente.
04
Capítulo 04

Os 5 Erros Fatais nos Planos de Turismo Municipal

Erro 1: Copiar planos de outros municípios

Cada território tem vocação, recursos e contexto únicos. Um plano genérico ignora essas especificidades e raramente funciona na prática.

Erro 2: Não envolver a comunidade

Planos elaborados sem consulta pública carecem de legitimidade e enfrentam resistência na execução. A comunidade é parceira, não espectadora.

Erro 3: Metas sem indicadores

Sem sistema de monitoramento, não há como saber se o plano está funcionando. Metas sem métricas são apenas intenções sem compromisso.

Erro 4: Plano engavetado

O maior erro: elaborar o plano e nunca executá-lo. Um plano imperfeito em execução vale mais que um plano perfeito guardado na gaveta.

Erro 5: Descontinuidade política

Abandonar o plano a cada troca de gestão desperdiça anos de construção. O plano deve ser política pública, aprovado em lei se possível.

"O plano de turismo não pertence ao secretário ou ao prefeito — pertence ao município. Ele deve sobreviver às eleições para gerar transformação real."
— EAP Turismo Consultoria
05
Capítulo 05

Projetos Prioritários: Do Plano Estratégico à Ação Concreta

Como selecionar, detalhar e captar recursos para os projetos que vão transformar o plano em realidade no território

Matriz de priorização Fichas de projeto Financiamento público Transferegov
05
Capítulo 05

Matriz de Priorização de Projetos

Como priorizar com critérios objetivos?

Avalie cada projeto em 4 dimensões: impacto esperado (1–5), viabilidade de execução (1–5), custo relativo (1–5) e prazo para resultado (1–5). Projetos com maior pontuação total são os prioritários.

Critérios de priorização

I
Impacto: quantas pessoas beneficia? Gera emprego e renda?
V
Viabilidade: há equipe, recursos e capacidade técnica?
C
Custo: o benefício justifica o investimento necessário?
P
Prazo: pode gerar resultado visível no mandato atual?

Exemplo de matriz preenchida

ProjetoIVCPTotal
Rota Gastronômica543517
Sinalização Turística454417
Centro de Artesanato332311
Parque de Aventura42129
Regra prática: Execute primeiro os projetos de maior pontuação que dependam apenas do poder municipal. Projetos que dependem de convênios federais devem iniciar a captação em paralelo.
Carteira ideal: 2–3 projetos de execução imediata + 2–3 projetos de médio prazo + 1–2 projetos estruturantes de longo prazo.
05
Capítulo 05

Ficha de Projeto: Modelo Preenchível

FICHA DE PROJETO — Plano Municipal de Turismo Modelo EAP Turismo
Nome do Projeto
Rota Gastronômica Municipal
Eixo Estratégico
Qualificação + Promoção
Prazo de Execução
6 meses (Jan–Jun 2026)
Custo Estimado
R$ 85.000
Fonte de Recursos
Municipal + SEBRAE
Responsável
Secretaria de Turismo
Objetivo e Descrição

Mapear e conectar 15 estabelecimentos gastronômicos com identidade local, criar material de divulgação (mapa impresso + digital), implantar sinalização nos pontos e realizar 2 eventos de lançamento para mídia e operadoras.

KPI Principal
+30% clientes nos restaurantes da rota
Parceiros Envolvidos
SEBRAE, ABRASEL, Comerciantes
Risco Principal
Baixa adesão dos estabelecimentos
Replique este modelo: Cada projeto do plano deve ter uma ficha como essa. É a base para prestação de contas, acompanhamento e captação de recursos junto a conveniadores.
05
Capítulo 05

Fontes de Financiamento: Onde Buscar Recursos?

FED

Recursos Federais

+
Transferegov: convênios MTur, MTUR editais anuais
+
Emendas parlamentares: para infraestrutura e eventos
+
FNTUR: Fundo Nacional de Turismo
+
BNDES: projetos de infraestrutura turística
EST

Recursos Estaduais

+
Secretarias de Turismo estaduais — programas de qualificação
+
Agências de desenvolvimento regional
+
Fundos de cultura e patrimônio estaduais
PRI

Parceiros Privados

+
SEBRAE: capacitação, consultorias e programas setoriais
+
SENAC/SENAI: qualificação de mão de obra turística
+
Investimento privado via PPP e concessões

Como acessar o Transferegov (passo a passo)

1
Cadastro
no SICONV
2
Buscar
Programas
3
Elaborar
Plano Trab.
4
Enviar
Proposta
5
Análise e
Aprovação
6
Execução
e Prest. Contas
06
Capítulo 06

Governança e Participação Social no Plano de Turismo

Como estruturar a governança tripartite, fortalecer o COMTUR e garantir participação real da comunidade no planejamento

Modelo tripartite COMTUR Participação social PPP Turismo
06
Capítulo 06

Modelo de Governança Tripartite para o Turismo Municipal

P

Poder Público

Secretaria de Turismo, prefeito e órgãos afins. Papel: liderança estratégica, execução de projetos, regulação e alocação de recursos públicos.

LiderançaExecuçãoRecursos
S

Setor Privado

Hoteleiros, restauranteiros, agências, guias, operadoras. Papel: investimento privado, qualificação de serviços e inovação do produto turístico.

InvestimentoInovação
C

Sociedade Civil

Comunidade local, associações, ONGs, universidades. Papel: representação dos interesses locais, monitoramento social e legitimidade do plano.

LegitimidadeControle Social
"A governança do turismo não é sobre quem manda — é sobre quem contribui. Quando os três setores estão na mesa, as decisões são mais legítimas e a execução é mais eficaz."
— Modelo de Destinos Turísticos Competitivos

Instrumentos de governança eficaz

+
Reuniões mensais do COMTUR com pauta estruturada
+
Relatório trimestral de progresso do plano
+
Consultas públicas anuais com a comunidade
+
Canal aberto de sugestões e denúncias
06
Capítulo 06

O COMTUR: Estrutura, Competências e Funcionamento

O que é o COMTUR?

O Conselho Municipal de Turismo é o órgão colegiado responsável pela gestão compartilhada da política de turismo. Criado por lei municipal, reúne representantes do poder público, setor privado e comunidade para deliberar sobre o planejamento e monitoramento do setor.

Competências do COMTUR

+
Aprovar o Plano Municipal de Turismo
+
Acompanhar a execução e monitorar os KPIs
+
Propor revisões e ajustes nas metas
+
Articular parcerias com setor privado
+
Validar candidaturas a editais e prêmios

Composição recomendada

SegmentoVagasExemplos
Poder Público33%Turismo, Infraestrutura, Cultura
Setor Privado33%Hoteleiros, Restauranteiros, Guias
Sociedade Civil34%Assoc. moradores, ONG, Universidade
COMTUR eficaz: Reuniões mensais, pauta enviada com 7 dias de antecedência, atas publicadas no site da prefeitura, deliberações com prazo de execução definido.
Aprovação em lei: O COMTUR criado por lei municipal tem mais estabilidade institucional e sobrevive melhor às trocas de gestão do que aquele criado apenas por decreto.
07
Capítulo 07

Monitoramento, KPIs e Revisão Anual do Plano

Como medir o desempenho do plano, quais indicadores usar, como construir o dashboard e quando e como revisar o plano

12 KPIs Benchmarks Dashboard Looker Revisão anual
07
Capítulo 07

Os 12 KPIs Essenciais do Plano de Turismo Municipal

IndicadorMetaFonte
Fluxo de visitantes+25%/anoCAT
Taxa de ocupação hoteleira>60%Meios de hospedagem
Permanência média>2,5 diasPesquisa perfil
Gasto médio/turista+15%Pesquisa gasto
Empregos no setor+20 postosCAGED local
Satisfação do visitante>4,2/5Pesquisa satisfação
Avaliação digital>4,5/5Google / TripAdvisor
Cobertura de sinalização100%Fiscalização
Guias certificados>80%CADASTUR
Projetos executados>70%Relatório plano
Receita do FMTUR+10%Financeiro
Reuniões do COMTUR12/anoAtas publicadas

Como coletar os dados?

+
CAT: contador de visitantes com formulário simples
+
Pesquisa: 50–100 entrevistas/mês com turistas
+
Hoteleiros: relatório mensal de ocupação
+
Google Business: avaliações e menções digitais
Meta atingida: Satisfação e fluxo acima das metas. Estratégia funcionando — manter investimentos e acelerar.
Atenção: Geração de empregos abaixo da meta. Investigar se os postos são informais ou se o crescimento beneficia trabalhadores de fora do município.
Frequência: Colete dados mensalmente, consolide trimestralmente no COMTUR e publique relatório anual com comparativo de metas vs. resultados.
07
Capítulo 07

Dashboard de Monitoramento e Revisão Anual do Plano

Dashboard no Google Looker Studio

Ferramenta gratuita para criar painéis online com os dados dos indicadores, atualizados mensalmente pela equipe. Acesso para todos os membros do COMTUR, histórico preservado e visualizações profissionais.

+
Conecte à planilha do Google Sheets
+
Compartilhe o link com o COMTUR
+
Insira gráficos de evolução mensal
+
Atualize os dados no 1º dia de cada mês

Ciclo de Revisão Anual

1
Coletar
dados anuais
2
Avaliar
metas
3
Consulta
COMTUR
4
Ajustar
metas
5
Publicar
relatório

Painel de saúde do plano

Fluxo de visitantes72%
Meta: +25% | Realizado: +18% | Jun/2026
Taxa de ocupação hoteleira58%
Meta: >60% | Realizado: 58% | Atenção
Satisfação do visitante88%
Meta: >4,2/5 | Realizado: 4,4/5 | Ok
Projetos executados42%
Meta: >70% | Realizado: 42% | Ação urgente
Ferramenta gratuita: Google Looker Studio (ex-Data Studio) — custo zero, acesso compartilhado, gráficos atualizados automaticamente da planilha.
Recapitulação Final

7 Passos para um Plano de Turismo de Excelência

D
Diagnós-
tico
V
Voca-
ção
M
Me-
tas
E
Ei-
xos
P
Proje-
tos
G
Gover-
nança
K
KPIs &
Monitor.
Comece hoje

Reúna sua equipe. Faça o levantamento inicial dos atrativos. Um inventário básico pode ser feito em uma semana.

Lembre sempre

Um plano imperfeito executado vale muito mais que um plano perfeito na gaveta. Comece, execute e melhore.

Não faça sozinho

Envolva o setor privado e a comunidade desde o início. O plano compartilhado tem mais força e mais chances de durar.

O próximo passo é seu

Abra o checklist do diagnóstico. Convoque os parceiros. Comece o inventário. O turismo que transforma o seu município começa com esta primeira ação.

EAP
EAP TURISMO CONSULTORIA
Planejamento Estratégico em Turismo

Especialistas em planejamento turístico municipal, desenvolvimento de destinos e formação de gestores públicos e consultores em todo o Brasil.

WhatsApp
(55) 9 9622-4681
Site
www.eapturismo.com.br

© 2026 EAP Turismo Consultoria — Todos os direitos reservados

Coleção Turismo com Método — Reprodução permitida com referência à fonte

1 / 31
1 / 31